sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

MACHADINHA SÃO ROMÃO PERSONALIZADA

O que me atrai no bushcraft é a natureza e a forma simples de lidar com ela. Há cerca de seis meses, mandei personalizar uma machadinha São Romão. Queria algo que fosse mediano, uma espécie de tomahawk que fosse boa pra diversão(arremesso e camping selvagem) e que também me pudesse ser útil para corte de lenha. Me surpreendi com a versatilidade da modificação!
Peça simples e barata que ficou bonita e prática!




quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Serra do Lobo



A Serra do Lobo, localizada no município de Camacho, Minas Gerais, é um bioma típico do cerrado no centro oeste do estado. Apesar da degradação, sofrida no passado, devido à extração de granito, ainda preserva alguns vestígios de vegetação dos campos rupestres, que com certeza eram mais abrangentes no passado. Como relata Auguste Saint-Hilarie, no seu livro Vagens as Nascentes do São Francisco. Ele descreve quando passou por esta região, entre 1816 e 1822:
“A estrada que leva a essa fazenda atravessa terras mais montanhosas que as que eu percorrera nos dias anteriores. Os vales são mais profundos, as matas mais extensas e só o alto dos morros é coberto de capim. O morro mais elevado das redondezas ergue-se de um pequeno curso d´água denominado Camacho, e do seu cume se descortina uma vasta extensão de terras. Encontrei ai algumas plantas que ainda não tinha visto desde o inicio de minha viagem.”
Na parte mais alta da Serra, onde foi o centro de extração de granito, se mostra um exemplo de como a natureza é poderosa. Após abandonarem a extração e deixarem tudo literalmente destruído, a natureza se regenerou com força sagaz! Recuperando sua vegetação natural do cerrado, constituída neste topo por vegetação de campos rupestres e pequena mata ciliar, formada por espécies típicas do cerrado, como a pindaíba, barbatimão, cedro e cagaita.















sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Kuksa do cerrado!


Há três anos comecei a tentar fazer kuksas! E de lá pra cá, quando tinha tempo me dedicava a esse artesanato viciante. Tentei várias vezes usando apenas o cedro com matéria prima. Foi então que há cerca de um ano ganhei uma faca recurva de presente. Dai em diante percebi que os entalhes começaram a tomar uma forma mais bonita. Entretanto, foi a partir desse ano que conversando com amigos e pessoas mais velhas da minha região eu obtive uma informação que modificou o rumo da forma como fazia os entalhes e que realmente me agradou.
Essa conversa me levou a conhecer uma madeira que é mais prática de se entalhar. No cerrado, as madeiras mais macias são provenientes de várzeas e brejos. Uma delas é a mamica de porca (Zanthoxylum rhoifolium). Árvore extremamente comum por aqui, no centro oeste mineiro. No passado a madeira desta árvore era utilizada para diversos fins, como a construção de cochos para o gado e gamelas. Devido a um fator importante: ela não racha e você pode literalmente encontrar o “desenho do entalhe” quando está trabalhando em alguma peça.
Ainda tenho um extenso caminho de aprendizado, porém com esse tipo de madeira sei que é possível criar não somente as kuksas, mas também gamelas, colheres e  vários utensílios de madeira.  A lição que eu aprendo fazendo essas atividades? Persistir para atingir aquilo que almeja! 
Eis minha primeira kuksa feita de mamica de porca:








domingo, 30 de setembro de 2018

Plantando mudas nativas




Acredito que quando pensamos em fazer alguma coisa que seja boa, no final de tudo apesar de todos os empecilhos que possam surgir à própria bondade conspira para que tudo dê certo. Os obstáculos que surgirem, vão ser apenas lições, para nos provar e mostrar do que realmente somos feitos.
Havia algum tempo que não plantava aqui na região. Nesta semana, através da ajuda de um amigo, consegui adquirir uma pequena quantidade para levar para o mato. A área onde plantei, tem um acesso bem complicado, ir lá pra acampar já demanda determinada condição física e preparação antecipada. Para levar uma caixa com mudas então, demanda mais do que isso! Demanda vontade de querer um mundo melhor. Pois, a degradação na minha região está em todos os cantos e infelizmente avançando. Confesso que me senti como uma formiga levando uma gota de água para apagar um incêndio. Entretanto, apesar de parecer algo tolo, eu continuarei a insistir nesta “tolice”.




segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Acampamento Selvagem de inverno - 2018

Como de praxe, não dispenso um camping no inverno. A natureza nesse período é especial, no cerrado o frio é divido entre o dia e a noite. No período do dia o calor é alto e logo que escurece, o frio chega junto com ele. Gratificante mesmo é ver que jovens ainda se interessam pela natureza e tem a disponibilidade de adentrar nessa prática.
Eis um pernoite muito bom!









terça-feira, 17 de julho de 2018

"Curando o feijão"

Neste vídeo demonstro uma antiga prática de conservação de alimentos. Conhecida aqui no centro oeste mineiro como: “curar o feijão”! Está técnica utiliza a terra de formigueiro para preservação dos grãos. Descobri através do meu amigo Cadu, do canal Bushcraft Way of life, que as formigas possuem mais de sessenta glândulas secretoras, que expelem substâncias fungicidas e fungistáticas em seus corpos. Essas glândulas foram uma das responsáveis pelo grande sucesso desses animais no solo onde estavam expostos a todo tipo de microrganismos patogênicos. Ainda assim fiquei curioso. Como no passado as pessoas conseguiram observar que a terra de formigueiro tinha essas propriedades e poderia ser utilizada para conservar o feijão?


quarta-feira, 30 de maio de 2018

Não importa como O Titulam

Não o conheço, apenas sinto sua existência, assim como o ar que respiro. Não posso provar sua essência e muito menos tenho interesse em fazer isso. Basta-me saber que é real para mim! Não espero que me forneças coisas materiais, mas espero um dia que me conceda a verdadeira paz! O ego do homem, de tamanho amplo e fragilidade imensa que possuí, atribui-lhe uma semelhança humana, para que julgais e pesais a vida como um produto. Entretanto, não perceberam que assim lhe deram um feitio déspota, longe do que realmente tu és. Sendo que basta olhar para as estrelas e ver que o desejo humano é uma insignificância perante a imensidão do universo! Aquilo que atribuem a seu nome, eu não reconheço como sendo! Entretanto, isso não tem importância, pois o valor maior de cada ser é seu caráter e não como o titulam!