quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Subindo a Pedra do Lençol


Existem dias que são bons, quando programamos tudo e deixamos nos conduzir por algo já estabelecido, seguindo um roteiro.
Agora também existem aqueles dias especiais, do qual você não sabe o que vai acontecer nem no próximo passo seguinte!
Tais dias, são uma verdadeira mistura de nostalgia e paz, que nos conduz a uma calma atemporal!
É sempre uma satisfação rever meu lugar de criação e poder matar a saudade de outros tempos! Nem que eu tivesse os melhores equipamentos de filmagem, eu conseguiria registrar o que eu vi na década de oitenta nessa região!
Eis um pequeno registro de um dia bom!



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A árvore da vida




A árvore da vida
Vieste pequena na forma frágil de uma semente.
E iniciastes sua jornada na terra!

Então se tornaste uma árvore!

O que seria sua maior relevância?
Tuas raízes, tronco ou seus galhos?

Tuas raízes são o seu passado, que através dele se tornaram o seu alicerce! Sem tuas raízes, esquecer-se-ia de quem tu és e de onde veio!

Seu tronco é o seu presente, que enquanto ainda vida possuir constantemente se eleva ao céu! Sem seu tronco ficará a mercê do ostracismo e não comandará o leme da sua vida!

Seus galhos são o seu futuro, pois enquanto crescem e seguem a vida, alcançam as flores que por sua vez dão frutos! Sem seus galhos não teria esperança e seria um errante que viveria sem um desígnio final! Seu horizonte seria vazio!

No final, a maior relevância na árvore da vida, serão seus frutos:
A honra, coragem e esperança!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Reformando o abrigo permanente

No começo desse inverno de 2017, realizamos um acampamento selvagem para reformar nosso abrigo permanente. Construído no início de dezembro de 2014, esse abrigo já nos proporcionou excelentes campings, além de ser um ponto ótimo para descanso após uma caminhada no cerrado. Estávamos em três nesse dia, regado a uma boa diversão munida de companheirismo conseguimos realizar nosso objetivo de deixar o abrigo pronto para mais anos a frente!







quarta-feira, 21 de junho de 2017

Trilha até a cachoeira

Diante da vida, muitas vezes nos esquecemos de coisas muito simples. Infelizmente a cada dia o tempo nos doutrina e nos deixa a merce do esquecimento daquilo que muitas vezes gostaríamos de estar vivendo. Quando consigo "quebrar" essa doutrina, parece que eu alimento minha alma!
Eis um dia onde pude saciá-la com aquilo que amo:


quarta-feira, 31 de maio de 2017

A alma e o cárcere corpo.


A alma e o cárcere corpo.
Naquela noite, uma alma foi se fartar em um banquete.
Então de antemão, pegou o coração de seu cárcere corpo, como se fosse um cálice para se fartar! Diante da mesa do destino, se serviu de tudo que ela lhe oferecia: tristezas, amores, ódios, vinganças e desilusões! Parecia ansiosa para saber por tudo o que nela poderia ocorrer, sem se esquecer de que seus excessos também fariam o pobre cárcere corpo pagar pela penúria após o banquete!
Chegando a mesa havia um grande jarro dourado e nele havia coragem! Com o coração do cárcere corpo pronto, se fartou de bravura! Começou devagar, mas logo percebeu que aquela dose de audácia era de fato, no mínimo inspiradora! E então, resolveu se embriagar! Parecia que quanto mais coragem tomava, mais forte ficava! Porém, quando observou seu pobre cárcere corpo, percebeu que ele, não tinha absolutamente nenhum senso do que fazia, de tanto se embriagar de coragem, não observava seus atos e agia pelo simples e puro instinto! Além do que era servido pela mesa do destino, surgiam também certos “acompanhamentos”! No caso da coragem, às vezes aparecia um pouco de sorte! A alma não podia simplesmente degustar da sorte, ela lhe era conferida pela mesa do destino. Ela percebeu que de fato, a sorte é aliada da coragem! Mas com o excesso de coragem a alma começou a se ferir, pois o cárcere corpo era imprudente tomando apenas coragem!
No banquete do destino havia muito a se experimentar! Havia um pote não muito grande. No seu conteúdo havia razão! Pegou o coração e resolveu tomar uma dose de razão! A partir do primeiro gole da alma, observou que o cárcere corpo, começara a aprender a ponderar! Então tomou o coração do cárcere corpo e encheu de razão! Eis que o cárcere corpo começou a se sentir indiferente em seu mundo. A alma percebeu que o excesso de razão não lhe fazia bem, pois pelos olhos do cárcere corpo, via e principalmente sentia apenas uma visão dura do cárcere corpo! O excesso de razão fazia a pobre alma se tornar “áspera”! E novamente a alma se feria!
Munida de farta coragem e muita razão a alma continuou a desfrutar do banquete do destino. Percebeu que nesse período o cárcere corpo parecia desfrutar de uma grande força diante da mesa do destino. Foi quando viu um jarro imponente e nele havia ambição! Logo a alma se serviu! Pegou o coração do cárcere corpo e o fez transbordar de ambição! Agora a alma sentia que a coragem, a razão e a ambição haviam lhe regado por inteira! O cárcere corpo aspirava e sentia toda pretensão de glórias, honras e riquezas!  Ainda assim, quando pelos olhos do cárcere corpo, a alma olhava, percebia que apesar de tudo aquilo que ele obtivera através de coragem, sagacidade e ambição, não parecia saciado e mais ele desejava! E novamente a alma se feria!
Pela mesa do destino, a alma se fartou de todos os sentimentos que encontrava e ainda assim quando pelos olhos do cárcere corpo ela observa, parecia que não havia um horizonte e sim um imenso e eterno vazio. Além disso, a mesa do destino continuava deixar “acompanhamentos” durante o banquete, esses nunca podiam ser ignorados e muito menos escolhidos! Tornou-se comum ao pobre corpo cárcere degustar da tristeza, fraqueza, desilusão e todo tipo de dificuldade existente.
Foi então que durante o banquete do destino, em meio ao vazio que se encontrava, a alma sentia que o pobre cárcere corpo, se sustentava em sentimentos que não lhe agregavam força! E por sua vez ambos eram afetados: A alma e o cárcere corpo! Sabendo que logo a mesa do destino iria ser retirada, observou que havia algumas coisas que nunca haviam sido experimentadas. Em pote pequeno que não tinha uma aparência tão graciosa, se encontravam para se servir: a esperança e o amor. Logo pegou o coração do cárcere corpo e tomou uma pequena dose de esperança. Assim, a alma observou pelos olhos do cárcere corpo, que a esperança lhes alimentava! E logo tomou uma farta dose! Dessa vez a alma não se feriu, pelo contrário, sentiu força pela primeira vez! E o cárcere corpo também sentiu algo especial!
Tendo experimentado quase tudo o que o a mesa do destino lhe oferecia, então por último, tomou uma dose de amor! A alma percebeu o quão jogral ele ficara! Era doce e de fácil degustação esse tal amor, ao mesmo tempo parecia algo que não possuía sentido algum, ainda sim, naquele momento se embriagou o quanto pode de tal sentimento! Tomando amor, percebeu que muito do que fazia não parecia ter sentido e não se misturava bem com a razão! Ainda assim, com amor, tanto a alma quanto o cárcere corpo se sustentavam! Por sua vez, a alma parecia alcançar um valor que ultrapassava todos os sentimentos da mesa do destino.
No final do banquete, a alma que já deixaria seu cárcere corpo, viu que todos os sentimentos lhe alimentaram de alguma forma! E que a ponderação entre eles era um bom caminho. Entretanto, viu que o alimento diário que ela deveria ter experimentado durante todo o banquete da vida, eram a esperança e o amor!







terça-feira, 9 de maio de 2017

Visita ao abrigo permanente

Fazia-se já quase um ano, que não íamos até o abrigo permanente. Durante esse tempo, a natureza em volta do mesmo, se mostrou forte e revigorante. Simplesmente, renascendo e se reconstituindo!
O abrigo, após quase dois anos e meio permanece intacto, necessitando é claro de alguns reparos, mais é totalmente funcional. E principalmente, sem destruir o ambiente, a natureza como sempre prevalecendo e sempre se renovando!
Eis um pequeno registro desse dia:



quarta-feira, 8 de março de 2017

Recipiente Imo






No recipiente imo acrescentei um líquido viscoso e deixei-o transbordar!
Ainda que se esgote, se senti impregnado por ele!
Liquido viscoso, teu nome é Ódio! Sua viscidez se arraiga sobre minha alma!
Igualmente permiti que a vernaculidade e desafetação de um líquido diáfano fossem alocadas no recipiente imo!
Líquido diáfano, teu nome é Amor! Sua candura serena minha alma!
Mesmo assim, no recipiente imo, ainda permanece ali o líquido viscoso!
E no topo de seu ser!
Quiçá a sorte maior seja que os líquidos não se permutem jamais?
Constituirá o fardo de carregar tais líquidos o martírio do recipiente imo?
Por fim, talvez o que realmente pese sobre o recipiente imo, seja o líquido que ele alimentara mais vezes durante toda sua labuta!