segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vingança

Quando era criança meu pai e meu tio sempre me levavam pra caçar com eles. Caçavamos sempre, em regiões do centro-oeste de minas e também no sul de minas.
Aprendi com eles grandes coisas e valores que carrego comigo até hoje. Dentre muitas caçadas uma sempre me marcou demais. Foi quando vi pela primeira vez um cascavél. Havíamos feito uma caçada perfeita e ele me pediu pra que levasse o bicho(a caça) pra perto do carro e eles levariam os cachorros em outra direção. Porém, quando eu estava quase perto do meu destino, fui atravessar um córrego onde havia um bambuzal, quando fui pra pular la estava ela parada no chão, fiquei branco de medo e não sabia o que fazer, então gritei pelo meu pai, que me disse pra ficar quieto onde estava. Então ele chegou e cortou um bambu e a matou. Vinte e um anos depois cavalgando com meu compadre, reencontro ele de novo desta vez não pude mais chamar meu pai, pois ele ja esta junto de Deus, pude apenas me vingar não do cascavél, mais da imagem que me afligia sempre quando era criança!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Deísmo



Realmente a vida é como escada. De degrau em degrau se sobe. Como se fosse um dia após o outro. Acredito que Deus possa se manifestar de forma diferente. Pois ele sendo Deus, não aceitaria imposição, intolerância, discriminação de todos os tipos, totalitarismo, dentre outras formas que homem criou para impor aquilo que acredita. Os homens criam todas as dificuldades que existem hoje.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A ARTE DA SABEDORIA

TUDO ALCANÇA A PERFEIÇÃO, E TORNAR-SE UMA PESSOA VERDADEIRA CONSTITUI A MAIOR PERFEIÇÃO DE TODAS: Alcançar a sabedoria nos dias de hoje é muito mais difícil do que era no passado. E atualmente é preciso mais recursos para lidar com um só homem do que antigamente com toda uma nação.
CARÁTER E INTELIGÊNCIA: São os pólos que fazem brilhar a qualidade de uma pessoa. Um sem o outro proporciona apenas metade da felicidade. Não basta ser inteligente, é preciso também ter boa índole e força de caráter. O tolo fracassa por desconsiderar sua condição, posição, origem e amizades.
CONHECIMENTO E CORAGEM SE UNEM NO CAMINHO DA GRANDEZA: Sendo qualidades imortais, imortalizam o homem. Você é aquilo que sabe, e se for sábio é capaz de tudo. Um homem sem informação é um mundo às escuras. O discernimento e a força são como os olhos e as mãos. Sem eles, a sabedoria não produz frutos.
ALCANÇAR A PERFEIÇÃO: Ninguém nasce perfeito. Devemos nos aperfeiçoar diariamente, tanto na vida pessoal quanto na profissional, até nos tornar completos, repletos de dons e qualidades. As pessoas devem ser conhecidas pelo gosto refinado, pela inteligência aguda, pela pureza de intenção, pela capacidade de discernimento. Algumas nunca se completam, falta-lhes sempre alguma coisa. Outras levam um longo tempo para se completar. O homem completo – sábio na expressão e prudente nas ações – é aceito e até desejado, no seleto grupo dos discretos.
REALIDADE E BONS MODOS: Não basta a substância, é necessária também a circunstância. O mau jeito estraga tudo, até a Justiça e a Razão. Já a maneira correta repara tudo: doura um “não”, adoça a verdade e até faz a velhice parecer bonita. O “como” das coisas é muito importante, e um comportamento correto conquista a afeição dos outros. O bem portar-se é algo precioso na vida. Fale e comporte-se bem e será capaz de contornar qualquer situação difícil.
CONHECIMENTO E INTENÇÕES NOBRES: Garantem os frutos do seu sucesso. Quando a compreensão se une à má intenção, não se tem uma aliança, mas uma violação monstruosa. A intenção malévola envenena as melhores qualidades. Auxiliada pelo conhecimento, corrompe com mais sutileza. Infeliz o homem dotado de inteligência e coragem que se entrega à maldade! Conhecimento sem bom-senso significa loucura em dobro.
REGRA PARA TER SORTE: A sorte tem as suas regras, e para os sábios nem tudo depende do acaso. A sorte conta com ajudo do esforço. Alguns se contentam em confiar na sorte, esperando que ela aja. Outros são mais sensatos e agem por conta própria, com uma audácia cautelosa. Amparada pela coragem e pela virtude, a audácia persegue a sorte com o propósito de obter os resultados desejados. Porém, o verdadeiro pensador tem um único plano de ação: Virtude e Prudência, pois não existe sorte ou azar, e sim prudência ou precipitação.
DOMINAR AS FRAQUEZAS: Poucas são as pessoas que não possuem algum defeito, fraqueza ou falha de caráter, ao qual se entregam quando seria fácil dominá-los. A prudência alheia se aflige ao ver um talento sublime, universal, ameaçado por um pequeno defeito; uma única nuvem encobre o Sol. Os defeitos são manchas na face da reputação, e a malevolência as percebe rapidamente. É preciso grande habilidade para transformá-las em sinais de beleza. Dessa maneira César soube laurear seu defeito.
O BOM ENTENDEDOR: Saber argumentar já foi arte das artes. Hoje não basta. Temos de ser “adivinhos”, sobretudo nas questões que podem nos enganar. Não pode ser entendido aquele que não é bom entendedor. Há pessoas que adivinham sentimentos e enxergam intenções. As verdades que mais nos interessam se exprimem sempre pela metade, só os atentos a compreendem totalmente. Nos assuntos que lhe parecem favoráveis, modere a credulidade; nos desfavoráveis, usem as esporas.
JAMAIS SER COMUM: Sobretudo no gosto. Sábio é aquele que não aceita o que agrada a maioria! Os discretos não se satisfazem com aplausos comuns. Alguns são tão camaleões da popularidade que têm mais prazer no sopro da multidão do que nas suavíssimas brisas de Apolo. Também não seja vulgar no discernimento. Não aprecie os milagres da maioria, pois não passam de charlatanismo. A multidão fica atenta à tolice e não presta atenção a um bom conselho.
MANTER AS EXPECTATIVAS: Alimente-as constantemente. Prometa e cumpra, cada vez mais. Um feito notável gera expectativa de outros ainda maiores. Não revele tudo que tem num primeiro lance. O segredo está em moderar a força e o conhecimento e pouco a pouco ir aumentando o desempenho.
REALIDADE E APARÊNCIA: As coisas não passam pelo que são, mas pelo que parecem. Raros são os que enxergam o íntimo, e muitos os que se apegam às aparências. Não basta apenas ter razão; é preciso que o semblante também o demonstre.
UM HOMEM COMPLETO: Um homem com muitas perfeições vale por muitos homens. Tem alegria de viver e transmite essa alegria àqueles com quem convive. Variedade e perfeição tornam a vida agradável. Trata-se de uma grande arte saber apreciar todas as coisas boas. E considerando que a natureza fez o homem sua obra prima, que a arte faça dele um universo de bom gosto e inteligência.
TER AMIGOS: É um segundo ser. Para um amigo, todos os amigos são bons e sábios. Quando se está com eles, tudo acaba bem. Você vale tanto quanto os outros acham ou dizem que você vale, e para que o queiram, deve conquistá-los através do coração. Nada fascina mais do que servir os outros, e a melhor maneira de ganhar amigos é agir como um. O máximo e o melhor que são depende dos outros. Vivemos com amigos ou com inimigos. Arranje um amigo a cada dia, ainda que não íntimo. Escolha bem e sobrarão alguns para confidentes.
NÃO DAR SATISFAÇÃO A QUEM NÃO PEDIU: E mesmo que lhe peçam não as forneça com ansiedade excessiva. Oferecer desculpas antes que a solicitem é incriminar a si mesmo. Desculpar-se de antemão desperta suspeitas profundamente adormecidas. Os cautelosos nunca hesitam ante as suspeitas dos outros: isso seria procurar ofensa. Tentam dissimular com um comportamento resoluto, justo.
Santo Inácio de Loyola (1491-1556).

sexta-feira, 11 de março de 2011

O JAPÃO DESARMADO – UM FALSO EXEMPLO DE SUCESSO CONTRA A CRIMINALIDADE

Bene Barbosa
Especialista em segurança pública, armas e munições e presidente da ONG Movimento Viva Brasil

Um dos exemplos mais utilizados para se propalar a falsa vantagem do desarmamento civil, é o Japão. As armas são praticamente proibidas ao cidadão e há um número extremamente baixo de homicídios. O que nunca é explicado é por que as armas são proibidas na Terra do Sol Nascente há séculos.

A arma de fogo foi introduzida no Japão em 1543 pelos portugueses, mais precisamente na ilha de Tanegashima. Elas despertaram grande interesse dos senhores feudais que quase imediatamente começaram a utilizá-las em seus exércitos. Em 30 anos, estavam plenamente difundidas por todo o Japão, sendo inclusive fabricadas localmente e largamente difundidas entre os camponeses. Em pouco tempo, o Japão possuía mais armas de fogo que qualquer outro país do mundo.

O desarmamento, ou mais precisamente a proibição que camponeses possuísse armas, ocorre durante o período de Azuchi-Momoyama (1576-1615), por ordem de seu mais fiel vassalo, Toyotomi Hideyoshi que acabara de unificar o Japão e centralizar o poder. Ele convenceu os camponeses que as armas deveriam ser entregues para que se construísse uma gigantesca imagem de Buda. Praticamente sem resistência, a população obedeceu e entregou seu armamento, colocando-se assim, definitivamente sob o jugo de seus senhores.

Havia criminalidade? Homicídios? Não, claro que não. A decisão foi puramente estratégica, pois não eram raros os levantes populares contra senhores feudais. Tais levantes, antes do acesso às armas de fogo, eram facilmente esmagados pelos samurais. Isso mudava rapidamente quando os camponeses começaram a perceber que uma arma de fogo o colocava em vantagem contra o mais bem treinado dos samurais.

Um samurai levava anos para receber o treinamento adequado, enquanto um camponês poderia manejar, com certa destreza, uma arma de fogo em poucos dias. A arma de fogo trazia, assim, treinamento muito mais fácil e rápido, além de ser muito superior às armas brancas e armaduras. Os senhores feudais perceberam o risco que corriam com a população armada e pronta para lutar. Desarmar era preciso para perpetuar o poder em suas mãos.

Surge, então, a primeira utilização conhecida e documentada do desarmamento como arma de controle social, mas essa não seria a última vez que o desarmamento da população seria usada por governos tirânicos, com resultados catastróficos aos cidadãos. Entre os exemplos mais modernos, temos como o mais contundente, e cruel o desarmamento dos judeus na Alemanha de Hitler. Mas esta macabra história, deixaremos para outro artigo.

Fonte: Movimento Viva Brasil

quinta-feira, 3 de março de 2011

Quando tudo pe(r)de um sentido




O ser humano, desde seu primeiro lampejo de inteligência na história de sua evolução, é radicalmente religioso. Deus nasceu como uma espécie de marca identificatória da espécie. Não apenas Deus e tudo o mais que o circunda (ritos, mitos, dogmas, tabus etc), mas fundamentalmente a experiência do temor. Diante da absurda irracionalidade aparente do Universo, os primeiros ancestrais que desceram das árvores e tiveram que viver inteligentemente em busca de alimentos e proteção aprenderam a cultivar o temor como sentimento de autopreservação. A noção de sagrado, de tremendo e de soberano sempre estiveram ligadas às incomensuráveis forças da natureza. Por essa razão, Deus sempre habitou o céu! Donde sempre governou sol, lua, astros, tempestades, ventos etc. A força intrínseca das religiões de todos os cantos foi a de tentar controlar Deus e, por conseguinte, manipular a natureza e sua incrível força. Os ritos são a suprema insistência humana no sentido de tornar o mundo viável e dotado de sentido. No fundo, a religião é a mais profunda busca de significado para as coisas. Um mundo sem sentido não pode ser habitado. Tudo precisa ter seu propósito claro. A relação entre religião e natureza nada mais é que o fruto dessa busca de sentido. O poder extraordinário das forças da natureza só pode, originalmente, ser explicado via discurso religioso que, como tal, além de explicar, pareceu aprender a dominar a própria ordem natural da vida.
Quando um religioso realiza um rito, o que está em jogo não é a sequência de gestos em si, mas a conexão que tal prática tem com aquele mundo que não se consegue alcançar ordinariamente. Por conta disso, a palavra ganhou especial poder no mundo da religião. As palavras aprenderam a se comportar como matrizes de significado; algo que, dependendo da situação experimentada, adquirem esse ou aquele sentido, aquilo que melhor significa aquela experiência. É como se pudesse dizer que não há palavras especialmente mágicas: toda palavra é essencialmente mágica!
Na História das civilizações houve uma experiência que, de certa forma, intuiu transformar pelas raízes tal lógica mágico-religiosa. Por volta do século VI a.C., o pequeno e frágil reino de Yehud, localizado no sul da Palestina, viu sua liberdade ameaçada pelo imenso poder dos Babilônicos. Toda uma cultura estava ameaçada pela ofensiva estrangeira. Terra, palácio, templo, rei, sacerdotes, militares e demais profissionais foram levados cativos para uma terra distante e, para eles, sem qualquer significado que os identificasse. Nessa experiência de Exílio foi que nasceu o que conhecemos por Judaísmo. Embora a história contada na Bíblia remonte a épocas ancestrais, foi a experiência do desterro e do drama da dor causado pela perda das referências que fez com que Judá (Israel) reelaborassem o modo de olhar para a realidade. O registro mágico-religioso já não dava mais conta de significar o mundo. A realidade não mais podia ser compreendida por meio das explicações míticas que são próprias das religiões. Deus que, do alto, governa tudo e que pode, dependendo da situação, ser convencido ritualisticamente a mudar o rumo das coisas. O culto já não opera concretamente mais sobre a vida. A tragédia (o destino) teve que ceder espaço ao drama (a história). Os judeus nasceram por conta de um profundo senso de pertencimento a um mundo cujo rumo não estava entregue aos caprichos de deuses e heróis, mas fundamentalmente ligado às decisões éticas de homens e mulheres que construíam sua própria História.
Essa talvez tenha sido a mais profunda de todas as reformas pelas quais as religiões já passaram. O registro mágico cedeu espaço ao discurso histórico. O rito perdeu lugar perante a ética!
A experiência vivida na região serrana do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011, rotulada como a “maior tragédia climática brasileira” revelou bem que a reforma dos judeus de três milênios atrás ainda carece de atualização na experiência religiosa que impera na sociedade contemporânea. O conflito entre tragédia e drama ainda imperam; a confusão entre rito e ética também.
Diante do absurdo vivido com a perda de coisas e pessoas, o discurso religioso veio à tona com uma força surpreendente. Por todo canto, o que mais se ouvia era “graças a Deus”. Gratidão por não ter perdido algo; gratidão por não ter perdido alguém, gratidão por ter perdido algo mas não ter perdido alguém, gratidão por ter perdido algo e alguém, mas estar vivo; e assim, sucessivamente, numa escala de perda e preservação. O curioso é que a razão da gratidão de um se suplantava na experiência do outro que, mesmo tendo perdido muito mais, ainda conseguia expressar tal “graças a Deus”.
Pergunto-me se a palavra de gratidão não se enquadra na ancestral busca pelo sentido, razão pela qual as religiões aprenderam tão bem a manipular as palavras e seus sentidos. O sofrimento absurdo causado por algo tão forte e incontrolável como a força da natureza precisa ser “significado” e, nesse esforço, a religião (independente do seu nome doutrinário específico) mostrou-se o único registro capaz de esboçar tal esforço.
Mas é preciso pensar. Se é verdade, por um lado, que há uma dose de tragédia em toda essa experiência, há, por outro lado, um inexorável tom dramático, histórico e ético. Se é verdade que o temporal de 12 horas consecutivas e com um índice pluviométrico de mais de trezentos milímetros é absurdamente incontrolável e diante do qual somos absolutamente impotentes, é verdade também que temos nossa parcela de responsabilidade em tudo isso.
Construções (ir)regulares em áreas que deveriam ser preservadas, má ocupação dos espaços, falta de planejamento estratégico para exploração do solo, escassez de recursos para situação de emergência, falta de seriedade pública e, acima de tudo, a irresponsável forma de progresso que construímos planetariamente ao longo dos últimos séculos potencializaram a força natural. O que nasceu com a promessa de uma “tragédia” natural (dada sua incontrolável ação) tornou-se um verdadeiro “drama” humano, pago com a vida e a felicidade de tantos irmãos.
E é exatamente por conta de tudo isso que volto de novo meu olhar sobre a religião e sobre as instituições religiosas. O discurso religioso (independente da instituição) renasceu com toda força no intuito de “significar” o drama; de outro ângulo, as instituições religiosas se esforçaram por “controlar” a tragédia. As igrejas mais se ocuparam com o assistencialismo da primeira hora (leia-se distribuição de donativos) do que com a solidariedade que as vítimas realmente careciam.
Tal solidariedade só pode ser realmente vista brotando daqueles homens e mulheres que, independente de seu colorido religioso, arregaçaram as mangas e saíram em busca dos vivos e dos mortos soterrados pela lama ou afligidos pelos mil outros problemas.
Mas o fato é que, indiferente ao pertencimento religioso, uma pergunta não cala desde então: onde estava Deus?
Para uns, Deus controlava tudo e com tudo um propósito tinha. Para outros, Deus punia uns e escolhia uma geração de eleitos para recomeçar. Enfim, o discurso religioso só aprendeu a “significar” as experiências, custe o que custar. Perante o absurdo, mais vale uma “absurda” explicação do que a possibilidade de aceitar o próprio “absurdo”.
O drama de 12 de janeiro ensinou, por trás de tudo, que a verdadeira religião nasce quando se consegue experimentar gratuitamente a solidariedade que nos faz ligados aos outros (re-ligare) e quando nos vemos enxergando e interpretando a realidade que nos cerca com outros olhos (re-ligiere). Mesmo que se tenha que reconhecer o absurdo e o irracional, o que prevalece é a re-arrumação que o mundo de fora provoca no mundo de dentro. O que conta, ao final, é como somos capazes de emergir da lama e da água, qual novo nascimento!
Se isso tudo nos ensinar a ver o que realmente tem valor e nos ajudar a mirar os reais valores da vida, talvez tenhamos sido capazes de fazer com a tragédia o que aprendemos evolutivamente a fazer com a própria natureza, transformá-la em benefício da espécie e torná-la mais palatável.
O desafio é olhar para além das montanhas, para onde o céu repousa sobre a terra, para o horizonte!

FONTE: Ricardo Lengruber Lobosco - docente de Teologia no Instituto Metodista Bennett no Rio de Janeiro e docente de Filosofia na Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia em Nova Friburgo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Morro do Peão








Como já postei aqui antes, volto novamente a colocar aqui, paisagens da região onde eu moro. Por ser uma cidade típica do interior de Minas, as serras e a vegetação do cerrado são predominantes. As caminhadas que faço mostram muitos lugares
diferentes. O percurso que fiz é de 4,80km, porém o trajeto não é plano e nem há estradas, nem mesmo trilhas em alguns lugares, onde tenho que abrir uma picada pelo mato a fora. Mais o final é compensante demais, pois a vista do Morro do Peão é muito gratificante. Estando a 1051m de altura pode-se avistar ao fundo a Serra da Boa Esperança na direção do distrito de Santo Hilário, município de Formiga-MG a 71 km de distância em linha reta. As imagens falam por si!

Conhecimento Melhor



É muito impressionante a mente humana. De certo modo quando alguém está mergulhado na sua convicção, naquilo que acredita, é quase impossível reverter aquele pensamento, às vezes nós mesmos somos assim. O mais complicado é que às vezes aquela convicção é errada, sabemos que aquilo é errado e vemos aquela pessoa agarrada no que acredita ser certo. Podemos fazer e falar o que for pra tentarmos mudar a opinião dela, mais parece ser cada vez mais irredutível, parece afundar cada vez mais nos seus pensamentos.
Tudo isso é difícil, pois se conseguirmos ter uma perspectiva mais ampla das coisas é mais fácil até podermos colocar fé no que cremos, pois assim será mais sólido o pensamento. Daí torna-se possível uma discussão, acredito que em um diálogo, ambas as partes devem estar abertas ao raciocínio de pensar por todos os ângulos.
Mais se colocar dentro da mente que somente aquilo que pensa e age é perfeitamente certo, não haverá nenhuma porta aberta para poder entrar pensamentos diferentes pra que se possa de tal forma conseguir ver por outras formas e ter assim um discernimento melhor de tudo que fazemos em nossas vidas. Um pensamento singular sobre um determinado assunto nunca terá razão. A amplitude sobre o assunto pode levar a melhor informação e por sua vez gerando o conhecimento melhor.