terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Fazendo uma Kuksa - Parte 2

A partir do momento que você começa a confeccionar uma kuksa, parece que existe "algo  "místico"envolvendo tudo. O poder da criação na madeira transfere para o criador uma enorme satisfação. Depois de alguns dias consegui finalizar minha pequena peça. E o melhor de tudo foi utilizá-la pela primeira vez, tomando um café mateiro!
Eis um pequeno registro:


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Fazendo uma kuksa



O fato de estar no mato é sempre fantástico. Ainda mais quando se tem algo prazeroso para se fazer, como entalhar madeiras, no caso uma Kuksa. Já tentei inúmeras vezes, mais falhas do que vitórias. Entretanto vai se aprendendo com o fracasso até alcançar o que se deseja. Então, o prazer de desfrutar de um café no mato utilizando uma kuksa se torna algo singular! Depois de conseguir algumas informações descobri que no passado uma determinada madeira era muito utilizada para a construção de peças. Como coxos para alimentação de animais e gamelas. Uma árvore conhecida aqui na região como "mamica de porca" em outros lugares "mamica de cadela" de nome científico Zanthoxylum rhoifolium. A partir do momento que comecei a utilizar essa madeira e também a faca curva, meus trabalhos começaram a ter uma nova forma.
Eis um dia no mato, a primeira parte, em breve concluirei a segunda etapa.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

MACHADINHA SÃO ROMÃO PERSONALIZADA

O que me atrai no bushcraft é a natureza e a forma simples de lidar com ela. Há cerca de seis meses, mandei personalizar uma machadinha São Romão. Queria algo que fosse mediano, uma espécie de tomahawk que fosse boa pra diversão(arremesso e camping selvagem) e que também me pudesse ser útil para corte de lenha. Me surpreendi com a versatilidade da modificação!
Peça simples e barata que ficou bonita e prática!




quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Serra do Lobo



A Serra do Lobo, localizada no município de Camacho, Minas Gerais, é um bioma típico do cerrado no centro oeste do estado. Apesar da degradação, sofrida no passado, devido à extração de granito, ainda preserva alguns vestígios de vegetação dos campos rupestres, que com certeza eram mais abrangentes no passado. Como relata Auguste Saint-Hilarie, no seu livro Vagens as Nascentes do São Francisco. Ele descreve quando passou por esta região, entre 1816 e 1822:
“A estrada que leva a essa fazenda atravessa terras mais montanhosas que as que eu percorrera nos dias anteriores. Os vales são mais profundos, as matas mais extensas e só o alto dos morros é coberto de capim. O morro mais elevado das redondezas ergue-se de um pequeno curso d´água denominado Camacho, e do seu cume se descortina uma vasta extensão de terras. Encontrei ai algumas plantas que ainda não tinha visto desde o inicio de minha viagem.”
Na parte mais alta da Serra, onde foi o centro de extração de granito, se mostra um exemplo de como a natureza é poderosa. Após abandonarem a extração e deixarem tudo literalmente destruído, a natureza se regenerou com força sagaz! Recuperando sua vegetação natural do cerrado, constituída neste topo por vegetação de campos rupestres e pequena mata ciliar, formada por espécies típicas do cerrado, como a pindaíba, barbatimão, cedro e cagaita.















sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Kuksa do cerrado!


Há três anos comecei a tentar fazer kuksas! E de lá pra cá, quando tinha tempo me dedicava a esse artesanato viciante. Tentei várias vezes usando apenas o cedro com matéria prima. Foi então que há cerca de um ano ganhei uma faca recurva de presente. Dai em diante percebi que os entalhes começaram a tomar uma forma mais bonita. Entretanto, foi a partir desse ano que conversando com amigos e pessoas mais velhas da minha região eu obtive uma informação que modificou o rumo da forma como fazia os entalhes e que realmente me agradou.
Essa conversa me levou a conhecer uma madeira que é mais prática de se entalhar. No cerrado, as madeiras mais macias são provenientes de várzeas e brejos. Uma delas é a mamica de porca (Zanthoxylum rhoifolium). Árvore extremamente comum por aqui, no centro oeste mineiro. No passado a madeira desta árvore era utilizada para diversos fins, como a construção de cochos para o gado e gamelas. Devido a um fator importante: ela não racha e você pode literalmente encontrar o “desenho do entalhe” quando está trabalhando em alguma peça.
Ainda tenho um extenso caminho de aprendizado, porém com esse tipo de madeira sei que é possível criar não somente as kuksas, mas também gamelas, colheres e  vários utensílios de madeira.  A lição que eu aprendo fazendo essas atividades? Persistir para atingir aquilo que almeja! 
Eis minha primeira kuksa feita de mamica de porca:








domingo, 30 de setembro de 2018

Plantando mudas nativas




Acredito que quando pensamos em fazer alguma coisa que seja boa, no final de tudo apesar de todos os empecilhos que possam surgir à própria bondade conspira para que tudo dê certo. Os obstáculos que surgirem, vão ser apenas lições, para nos provar e mostrar do que realmente somos feitos.
Havia algum tempo que não plantava aqui na região. Nesta semana, através da ajuda de um amigo, consegui adquirir uma pequena quantidade para levar para o mato. A área onde plantei, tem um acesso bem complicado, ir lá pra acampar já demanda determinada condição física e preparação antecipada. Para levar uma caixa com mudas então, demanda mais do que isso! Demanda vontade de querer um mundo melhor. Pois, a degradação na minha região está em todos os cantos e infelizmente avançando. Confesso que me senti como uma formiga levando uma gota de água para apagar um incêndio. Entretanto, apesar de parecer algo tolo, eu continuarei a insistir nesta “tolice”.




segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Acampamento Selvagem de inverno - 2018

Como de praxe, não dispenso um camping no inverno. A natureza nesse período é especial, no cerrado o frio é divido entre o dia e a noite. No período do dia o calor é alto e logo que escurece, o frio chega junto com ele. Gratificante mesmo é ver que jovens ainda se interessam pela natureza e tem a disponibilidade de adentrar nessa prática.
Eis um pernoite muito bom!